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Entre os Atos ou Sob as Bombas

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Virginia Woolf escreveu seu último livro, “Entre os atos”, ouvindo o ronco dos aviões alemães. Ela começou a redigi-lo no ano em que a Segunda Guerra começou, 1939. Dois anos depois, Woolf se suicidaria ao mergulhar no Rio Ouse, perto da sua casa campestre em Rodmell, no condado de Sussex. A obra, publicada quatro meses após sua morte, é a história da encenação de uma peça ao ar-livre. Habitantes da aldeia, vacas, passarinhos e outros seres participam do espetáculo que é comandado pela Srta. La Trobe. Enquanto a peça acontece, vemos as pequenas mentiras cotidianas e preconceitos vividos pelos personagens. “Entre os atos” deixa uma sensação de uma obra inacabada, apesar de a autora ter entregue o manuscrito pronto para edição pela editora fundada com o marido, Leonard Woolf. O inacabado não é um ponto negativo, pelo contrário. Remete ao fragmentário, quem sabe aos escombros deixados pela Guerra. De onde morava, Virginia conseguia ver a suástica dos aviões alemães passand...

Feliz aniversário, Rubem!

Há cem anos, nascia Rubem Braga. A literatura e o jornalismo brasileiros devem muito a ele, que dedicou quase 60 anos da sua vida ao ofício de escrever crônicas.  Braga foi-se em 19 de dezembro de 1990. Deixou belíssimas crônicas, sobre os mais variados assuntos e personagens, como a memorável “O Conde e o Passarinho”, que compara d-e-l-i-c-i-o-s-a-m-e-n-t-e  o que é ser o industrial Francisco Matarazzo e um passarinho. Uma pérola. 

Oscar Niemeyer se foi

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Oscar Niemeyer viveu mais de um século - ele faria 105 anos no dia 15 de dezembro. Vai lá, Oscar, arquitetar nas nuvens.

São Paulo dá adeus ao poeta Décio Pignatari

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Vai ser nesta segunda (3), o enterro do poeta Décio Pignatari, 85 anos, que morreu ontem (2) em São Paulo. A poesia concreta brasileira deve muito a Pignatari, juntamente com os irmãos Haroldo (1929-2003) e Augusto de Campos. Herança você deixou, Décio, desde o dia em que nasceu: luminoso 27 de agosto de 1927. Que o azul o acompanhe, poeta! Mais em  http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1194854-poeta-decio-pignatari-morre-aos-85-em-sao-paulo.shtml
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Na revista Bravo deste mês , o jornalista Oscar Pilagallo mostra um pouco de Clarice Lispector como jornalista que foi ao chamar a atenção para a coletânea que Maria Aparecida Nunes, estudiosa de CL, acabou de lançar pela Editora Rocco.  Na reportagem, Pilagallo ressalta um trecho do livro organizado pela estudiosa, quando Clarice vai pessoalmente falar com o linotipista que teimava em "corrigir" os textos dela, achando que havia erros: "A pontuação é a respiração da frase, e minha frase respira assim.  E termina assim o puxão-de-orelha da escritora: "- E se você me achar esquisita, respeite também."Até eu fui obrigada a me respeitar."   Não sabendo ele que Clarice gostava de chacoalhar a nossa tão amada língua portuguesa em seus livros. Nas mãos de Clarice, as palavras são mais vivas, vivíssimas.

Sylvia Plath

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Sonhei com Sylvia Plath. Nele, ela tinha um irmão que a ajuda a superar a depressão causada pela morte do pai, aos 9 anos de idade. Ele sempre tirando-a de casa e levando-a para passear... Influência do filme e do documentário que vi ontem à noite sobre a poeta. Também da entrevista (só o áudio) que ela concedeu em 1962. Fotos do cartaz e cenas do filme estrelado pela querida Gwyneth Paltrow. Daniel Craig (o 007!), interpreta e bem, o poeta Ted Hughes, marido de Plath.
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