segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Meu querido Fred - para Mila



“É preciso estar firmemente assentado em si, é preciso sustentar-se bravamente sobre as duas pernas, caso contrário não se pode absolutamente amar.” (*) A frase é de autoria do filósofo que disse sim à vida: Friedrich Wilhelm Nietzsche. Ele nasceu em Roecken, na Saxônia, no dia 15 de outubro de 1844. Morreu em 1900, no dia 25 de agosto. No enterro, o amigo Peter Gast disse: "Sagrado seja teu nome para todas as gerações vindouras". Sim, sim, sim.

ECCE HOMO - como alguém se torna o que é , autobiografia que Nietzsche escreveu algumas semanas antes de sofrer um colapso nervoso que o fez perder completamente a razão. Tinha acabado de completar 44 anos de idade e resolveu fazer um balanço da vida:

“Sou um discípulo do filósofo Dionísio, preferiria antes ser um sátiro a ser um santo.” (p.17)

"Quem sabe respirar o ar de meus escritos sabe que é um ar das alturas, um ar forte. É preciso ser feito para ele, senão há o perigo nada pequeno de se resfriar. O gelo está próximo, a solidão é monstruosa, mas quão tranquilas banham-se as coisas na luz! Com que liberdade se respira." (p.18)

 “As palavras mais silenciosas são as que trazem a tempestade, pensamentos que vêm com pés de pomba dirigem o mundo.” (p.19) (**)

“Aí não fala um fanático, aí não se ‘ prega’, aí não se exige fé: é de uma infinita plenitude de luz e profundeza de felicidade que vêm gota por gota, palavra por palavra – uma delicada lentidão é a cadência das falas. Tais coisas alcançam apenas os seletos; ser ouvinte é aqui um privilégio sem igual; não é dado a todos ter ouvidos para Zaratustra...” (p. 19)

“O homem de conhecimento deve poder não somente amar seus inimigos, como também odiar seus amigos.” (p.20)

“Eu não sou um homem. Sou dinamite.” (p.109)



 (*) p.58
(**) De Assim falou Zaratustra
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sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Pegue para você o que lhe pertence


" Juro por Deus que se houvesse um céu, uma pessoa que se sacrificou por covardia - será punida e irá para um inferno qualquer. Se é que uma vida morna não será punida por essa mesma mornidão. Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo aquilo que sua vida exige. Parece uma moral amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistindo de si mesma. Espero em Deus que você acredite em mim. Gostaria mesmo que você me visse e assistisse minha vida sem eu saber. Isso seria uma lição para você. Ver o que pode suceder quando se pactua com a comodidade de alma. "


=  Clarice Lispector em carta à irmã Tania Kaufmann: Berna, 2 de janeiro de 1947. In Clarice Fotobiografia, de Nádia Batella Gotlib, p. 232.  

domingo, 2 de outubro de 2016

Tome esta canção como um beijo



Esta canção, Menino Do Rio (Caetano Veloso/ Baby Consuelo), lembra meu irmão Mário, exceto pelo dragão tatuado no braço. Porque ele nunca foi de pintar coisas na pele. Pelo menos  por vontade própria. Impressas estão somente as cicatrizes que a vida o obrigou a  ter – me lembro de um  acidente de moto em que você  fraturou a clavícula... 

Você é um menino do rio, Mário. Do rio São Francisco. Primeiro em Cabrobó. Depois, Petrolina. Duas cidades, o mesmo São Francisco.  Quero que saiba que você é mais do que meu irmão. Você é meu porto, meu barco, meu esteio, meu sustentáculo, meu arrimo, meu jardim.

Irmão meu, menino do rio que lava alegrias, também tristezas. Do rio que leva alegrias, também tristezas. Para o nosso bem. 

Te amo, Mário!






sábado, 1 de outubro de 2016

O piloto e o Beatle




O Beatle George Harrison homenageou o piloto Emerson Fittipaldi, quando o brasileiro tinha acabado de sofrer um acidente grave na Fórmula Indy.

GH fez uma letra improvisada tendo como base Here comes the sun.

Harrison chama, carinhosamente, Fittipaldi de Emmo,  que o conhecia pessoalmente.

Preste atenção no jeito que George Harrison pronuncia caipirinha. Nas duas vezes em que ele pronuncia caipirinha:






quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Bárbaro. Do latim, barbarus





 |   Lancei o meu grito bárbaro sobre os telhados do mundo.  |


origem onomatopaica da palavra bárbaro “começou por ser uma imitação dos ruídos bizarros produzidos por uma língua estrangeira incompreensível, mas nada do significado e da motivação originais permanece no inglês brave, francês brave, alemão brav etc., que, com todas as possibilidades, derivam da palavra latina; não estará afastado do primitivo o efeito da < barbarous dissonance > de Milton (* Paradise Lost, Livro VII, v. 32) ou no verso de Walt Whitman:  < I sound my barbaric yawp over the roofs of the world > (* Song of Myself)

ULLMANN, Stephen. Semântica: uma Introdução à Ciência do Significado. Tradução de J. A. Osório Mateus do original SEMANTICS – an Introducction to the Science of Meaning. Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa: 2a edição, 1964, p. 198
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domingo, 25 de setembro de 2016

Só os felizes entenderão - esse capítulo vai para Déa



- Mãe, preciso reanimar o Buzz Lightyear.

- Como assim?

- Preciso de chaves de fenda pois ele não funciona mais.

- Ah...


- Reanimar é a palavra mais científica que eu achei. Fora a palavra “científica”, né? 

:)