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Mostrando postagens de Novembro, 2017

Picasso, suspeito de roubar a Monalisa

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Num tô brincando não. Picasso, que foi batizado como Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de los Remedios Cipriano de la Santísima Trinidad Ruiz y Picasso - foi tido como suspeito de roubar a Monalisa.

A tela de Leonardo da Vinci foi levada em 21 de agosto de 1911 do Museu do Louvre por Vincenzo Peruggia, italiano que foi funcionário do Louvre e que tinha instalado pessoalmente a porta de vidro que protegia a obra-prima. 

La Joconde, A Gioconda, como os franceses chamam a Mon lisa,  só foi recuperada em 10 de dezembro de 1913, quando Peruggia foi preso ao entregar a obra a um vendedor de antiguidades em Florença, Itália.

Noah Charney, autor do livro Os roubos da Monalisa, escreveu que esse foi o primeiro delito contra a propriedade a receber a atenção da mídia internacional.

Só a partir do roubo que a Monalisa virou sucesso mundial, pois sua foto foi estampada em tudo quanto é canto e em todos os meios disponíveis na época:  noticiários cinematográficos, caixas d…

A grande despedida

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Hipérbole. Parábola. Quem escreve, às vezes esquece que não são apenas figuras de linguagem. São figuras geométricas. Não é de figura geométrica que quero falar e sim sobre despedidas. Hamlet chorando a partida de Ofélia:


Que atirem Montões sem fim de terra sobre nós, até que o chão, Chamuscando a sua cabeça na zona ardente, Torne o Ossa uma verruga! (*) (**)
Ferreira Gullar quando soube da morte de Clarice Lispector:
Enquanto te enterravam no cemitério judeu do Caju (e o clarão de teu olhar soterrado resistindo ainda) o táxi corria comigo à borda da Lagoa na direção de Botafogo as pedras e as nuvens e as árvores no vento mostravam alegremente que não dependem de nós. (***)
W.H. Auden no filme Quatro casamentos e um funeral:
Parem todos os relógios, desliguem o telefone, Evitem o latido do cão com um osso suculento, Silenciem os pianos e com tambores lentos Tragam o caixão, deixem que o luto chore.
Deixem que os aviões voem em círculos altos Riscando no céu a mensagem: ‘Ele Está Morto’, P…

o beijo

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Vivo apenas pra me arrepiar. Vou te dar aquele beijo que começa roçando gentilmente nossos lábios.  Sorvo toda a sua saliva, que é toda a saliva do universo. Hora de recomeçar.  | Petrolina, 17 de novembro de 2017 |




Pode-se aplicar a muitas coisas

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| A surpresa de ver que o pintor começa por não recear inclusive a simetria.  É preciso experiência ou coragem para revalorizá-la, quando facilmente se pode imitar o "falso assimétrico", uma das originalidades mais comuns. A simetria é concentrada, conseguida. Mas não dogmática. É também hesitante, como a dos que passaram pela esperança de que duas assimetrias encontrar-se-ão na simetria. Esta como solução terceira: a síntese. Daí talvez o ar despojado, a delicadeza de coisa vivida e depois revivida, e não um certo arrojo dos que não sabem. Não é propriamente tranquilidade o que está ali. Há uma dura luta de coisa que apesar de corroída se mantém de pé, e nas cores mais densas há uma lividez daquilo que mesmo torto está de pé. |

= LISPECTOR, Clarice. Para Não Esquecer, p. 5, Editora Siciliano, São Paulo, 1992