Sobretudo sobre tudo, especialmente do azul que brota dos jardins da vida. Por Nádia Gonzaga.
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Acampamento no Rodeador.
Amanhece chovendo e sinto aquele olhar na barraca onde só cabem dois. Tinha um cururu dentro da barraquinha, saí correndo, desvairada de medo misturado ao asco.
Gente, eu prometi que iria tratar dos termos integrantes e acessórios, porém antes devo falar sobre as classes de palavras invariáveis da língua portuguesa, ou seja, que não se flexionam: advérbio ; preposição e conjunção . Os advérbios conseguem modificar verbos, adjetivos, outros advérbios e o conteúdo inteiro de um enunciado. Advérbio é a palavra invariável que age como um modificador de um verbo, de um adjetivo, também de outro advérbio (*) ou de um enunciado inteiro. (*) Joana acordou muito cedo . Nesse exemplo, existem dois advérbios, muito e cedo: muito é advérbio de intensidade e cedo é advérbio de tempo. Tipos de advérbio Os advérbios são classificados a partir do sentido que expressam. São eles: De lugar : aqui, ali, lá, além, atrás, fora etc. De tempo : ontem, hoje, amanhã, cedo etc. De intensidade : mais, muito, bastante etc. De modo : bem, mal, rapidamente etc. De afirmação : realmente, certamente etc. De dúvida :...
É tudo sobre a busca. Desistir é cessar de existir. É tudo sobre a esperança. Como se diz esperança em inglês – o inseto grande e verde? É tudo sobre o amor. É tudo sobre a vida. Morte é o contrário da vida? E se tudo fosse uma só palavra? Vida e morte fundidos num só vocábulo. Isso facilitaria as coisas. Isso facilitaria as coisas? É legal que em espanhol, a interrogação vem no começo da sentença e aí é bom já saber que haverá questionamento. É tudo sobre questionar. Enquanto nos indagamos, fica cada vez mais claro que tudo é sobre o sabor. Sobre experimentar mais do que perguntar sobre o significado de tudo e de todos. Agora. É tudo sobre o agora que é tudo o que temos agora.
René Magritte “Vou te dizer uma coisa: não sei pintar nem melhor nem pior do que faço. Eu pinto um “isto”. E escrevo com “isto” – é tudo o que posso. Inquieta. Os litros de sangue que circulam nas veias. Os músculos se contraindo e retraindo. A aura do corpo em prenilúnio. Parambólica – o que quer que queira dizer essa palavra. Parambólica que sou. Não me posso resumir porque não se pode somar uma cadeira e duas maçãs. Eu sou uma cadeira e duas maçãs. E não me somo.” | Clarice Lispector, Água Viva, p. 79 |