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Seu dia hoje, Kieslowski - 27 de junho

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Krzysztof Kieslowski, acredito que o azul e a liberdade são a tecitura da sua obra.  Obrigada por ter existido, feliz aniversário! Juliette Binoche em "A liberdade é azul"
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 “Através de meus graves erros – que um dia eu talvez possa mencionar sem me vangloriar deles – é que cheguei a poder amar. Até esta glorificação: eu amo o Nada. A consciência de minha permanente queda me leva ao amor do Nada. E desta queda é que começo a fazer a minha vida. Com pedras ruins levando o horror e com horror eu amo. Não sei o que fazer de mim, já nascida, senão isto: Tu, Deus, que eu amo como quem cai no nada.” Clarice Lispector em “Amor a ele”,crônica publicada em 12 de outubro de 1968 no Jornal do Brasil e presente no livro ´A descoberta do mundo´, p. 146.

Tema: o instante

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Em “Água Viva”, o questionamento: “Meu tema é o instante? Meu tema de vida. Procuro estar a par dele, divido-me em tantas vezes quanto os instantes decorrem”. A urgência e necessidade de fixar os nascimentos e mortes dos instantes que chegam constituídos de dor e alegria dilaceram e, ao mesmo tempo, maravilham a escritora Clarice Lispector. Extraído de “A crônica segundo Clarice Lispector”, p. 18. O violinista, obra de Marc Chagall
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O escritor José Luiz Passos ensina técnicas do conto durante o Clisertão, em Petrolina Autor premiado de “O sonâmbulo amador”, José Luiz Passos nos levou pelos labirintos da feitura do conto. Presenteou-nos com a leitura de Moacir Scliar, Graciliano Ramos e nos fez ver como são necessários os jardins de Clarice Lispector, Guimarães Rosa, Machado de Assis, Mário de Andrade, Murilo Rubião e Osman Lins. Obrigada , Zé Luiz!

Há quase 40 anos

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Capa da primeira edição (1974) à esquerda  O bilhete do poeta  Transcrição do bilhete de Carlos Drummond de Andrade para Clarice Lispector depois que ele recebeu exemplar de “Onde estivestes de noite?” Rio, 5 de maio de 1974. Querida Clarice: Que impressão me deixou o seu livro: Tentei exprimi-la nestas palavras: - Onde estivestes de noite que de manhã regresseis com o ultra-mundo nas veias, entre flores abissais? - Estivemos no mais longe que a letra pode alcançar : lendo o livro de Clarice, mistério e chave do ar. Obrigado, amiga: o mais carinhoso abraço de admiração do Carlos. === A cópia do bilhete está em “Clarice Fotobiografia”, de autoria de Nádia Battella Gotlib, página 403.

A prece

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“Com a mão na boca, horrorizada, eu corria, corria para nunca mais parar, a prece profunda não é aquela que pede, a prece mais profunda é a que não pede mais – eu corria, eu corria muito espantada.” Clarice Lispector em “Os desastres de Sofia”, conto de “A Legião Estrangeira”, p. 22.

Porque os escritores também são operários

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Quadro de Tarsila do Amaral - Clarice , mon amour, hoje é Dia Mundial do Trabalho, mas eu prefiro chamar essa data de Dia do Trabalhador. A propósito, você tem algo neste Primeiro de Maio de 2014? Você quer falar sobre Macabéa? - “Agora não é confortável: para falar da moça tenho que não fazer a barba durante dias e adquirir olheiras escuras por dormir pouco, só cochilar de pura exaustão, sou um trabalhador manual.” - Considero   “A Hora da Estrela” um tributo seu ao nordeste, à nordestina, à vida que só tira, só tira, só tira. Por isso, a necessidade que Macabéa tem de pensar num tempo em que foi feliz, apesar dos cascudos que a tia dela lhe dava.  - “Tinha saudade de quando era pequena – farofa seca – e pensava que fora feliz. Na verdade por pior a infância é sempre encantada, que susto. Nunca se queixava de nada, sabia que as coisas são assim mesmo e – quem organizou a terra dos homens? Na certa mereceria um dia o céu dos oblíquos onde só entra quem é tort...