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Mostrando postagens de Março, 2016

Jardins e prisões

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Reto Roth, torto Roth, um norte-americano que conhece bem algumas feridas da nação a que pertence, como o racismo, o puritanismo, o moralismo e as consequências da Guerra do Vietnã impressas no cidadão que realmente combateu.
Philip Roth escreve sobre prisões que a mente cria. Também sobre os jardins que essa mesma mente cria em “A marca humana”:
 “Nada dura, e no entanto nada passa, tampouco. E nada passa justamente porque nada dura.”
 “Por que, a uma certa altura da vida, nossa desconfiança se torna tão refinada que já não conseguimos acreditar em ninguém? Sem dúvida, se dois anos antes ele permanecera calado em vez de se levantar em defesa de Coleman, fora pelo motivo que sempre leva as pessoas a se calar: porque é de seu interesse calar.”
“... elimine todas as outras ideias, não deixe mais nada interferir, mergulhe na coisa, no assunto, na disputa – o que quer que você tenha que enfrentar – e se transforme nessa coisa.”

Quem és tu que me lês?

"Não devo esquecer a modéstia franciscana da doçura de um passarinho. Dizei coisas maravilhosas ah vós que quereis escrever a vida por mais longa e curta. É uma maldita profissão que não dá descanso. Não sei se é o sonho que me faz escrever ou se o sonho é o resultado de um sonho que vem de escrever. Estamos nós plenos ou ocos? Quem és tu que me lês? És o meu segredo ou sou eu o teu segredo?"
= Clarice Lispector. Um sopro de vida, p. 79.