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Mostrando postagens de Fevereiro, 2016
"
_  (Eu te amo)
_ (É isso então o que sou?)
_ (Você é o amor que eu tenho por você)
_ (Sinto que vou me reconhecer... estou quase me vendo. Falta tão pouco)
_ (Eu te amo)
_ (Ah, agora sim. Estou me vendo. Esta sou eu, então. Que retrato de corpo inteiro) "

Clarice Lispector. Para não esquecer, editora Siciliano, 1992, p. 45


Simplesmente podia

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"Ela tinha um sobrenome a preservar: era Carla de Sousa e Santos. Eram importantes o
 “de” e o “e”: marcavam classe e quatrocentos anos de carioca. Vivia nas manadas de 
mulheres e homens que, sim, que simplesmente “podiam”. Podiam o quê? Ora, 
simplesmente podia."


Em "A bela e a fera", Francisco Alves editora, 4ª edição, p.106.

Eu sou essencialmente uma contraditória

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"Estou tão ampla. Sou coerente: meu cântico é profundo. Devagar. Mas crescendo. Está crescendo
mais ainda. Se crescer muito vira lua cheia e silêncio, e fantasmagórico chão lunar. À espreita do
tempo que pára. O que te escrevo é sério. Vai virar duro objeto imperecível. O que vem é imprevisto.
Para ser inutilmente sincera devo dizer que agora são seis e quinze da manhã."
(Clarice Lispector: Água Viva, Francisco Alves editora, 1990, p. 49)


Huuuuuuuuuuuum

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"Eu vos pergunto: - Qual é o peso da luz?"

== Clarice Lispector. A hora da estrela, p. 106, Francisco Alves Editora. 1990.

Quem me constrói

Clarice Lispector foi quem mais eu li. Magistral no conto; inteira nos romances; leve nas crônicas. Sou apaixonada por tudo o que ela nos deixou. 
Virginia Woolf é a segunda pessoa que mais leio... Depois vieram Drummond, sempre demasiado humano. Manuel Bandeira me comove. Os contos de Katherine Mansfield me transportam.

... gosto das crônicas de Eduardo Galeano, que sabe delicadamente esquadrinhar a América Latina. 
Paul Auster, um passeio pelo acaso e pela celebração da vida. 
E por último, mas não o último, Nietzsche, esse abismo azul e contraditório.

Paulo Leminski

São Não 


não são
são não
rogai por nós
para que não
sejamos senão



| São Não: Paulo Leminski. Em “Paulo Leminski, o bandido que sabia latim”, de Toninho Vaz, p. 363, editora Record, 2001 |