domingo, 30 de maio de 2010

Eu decidi pintar de azul o meu caminho. Nele, quero rosas vermelhas, amarelas e brancas. Sorrisos, risadas e música.

sábado, 29 de maio de 2010

P-é-t-a-l-a-s
Pétalas brancas
pétalas vermelhas
pétalas amarelas
sei o que preciso para trilhar o caminho.
mas não tenho coragem de s-a-l-t-a-r.

sexta-feira, 28 de maio de 2010




O poema abaixo, Três metades, de Paulo Leminsky, é uma pérola recolhida pela querida Bet Moreira:

Meio dia,
um dia e meio,
meio dia, meio noite,
metade deste poema
não sai na fotografia,
metade, metade foi-se.


Mas eis que a terça metade,
aquela que é menos dose
de matemática verdade
do que soco, tiro, ou coice,
vai e vem como coisa
de ou, de nem, ou de quase.


Como se a gente tivesse
metades que não combinam,
três partes, destempestades,
três vezes ou vezes três,
como se quase, existindo,
só nos faltasse o talvez.

quinta-feira, 27 de maio de 2010



Para prevenir surpresas, tenho deixado sempre abertas todas as janelas e todas as portas...

Caio Fernando Abreu

quarta-feira, 26 de maio de 2010

 Fanny Adjant e Gérard Depardieu em A Mulher do Lado, dirigido por Truffaut, 1981

O cinema é como o vinho. Há as grandes colheitas, que dependem de fatores como o sol, as condições da terra, etc. Mas não devemos nos deter apenas nos grandes períodos do cinema, assim como não podemos ficar escravos dos grandes vinhos.

O cinema é como a terra e o vinho, que vão se amalgamando. E talvez a nouvelle vague tenha sido inspirada por pessoas que vieram antes.

Eu nunca acreditei numa teoria do cinema. Acho que é um métier muito individualista. Há lugar para todos e tudo alimenta tudo. Isso para dizer que houve a nouvelle vague e hoje estão vindo novas técnicas. Novas ondas (vagues) nesse movimento incessante do cinema. Alguma coisa se prepara e vai revolucionar o mundo do cinema.

As coisas mudam, mas estamos sempre contando as mesmas histórias. Desde Homero.

(Fanny Ardant, atriz francesa; em entrevista a Luiz Zanin Oricchio/ O Estado de São Paulo)

Quer ler a entrevista na íntegra?

terça-feira, 25 de maio de 2010

Mate todos os meus demônios e meus anjos também podem morrer.



A frase é de um personagem do filme Transiberiano (Transsiberian, 2008). Com Woody Harrelson e Emily Mortimer.

Foi dita quando o personagem vivido por Woody Harrelson fala para a mulher dele que é para ela parar de fumar.

Não lembro agora, já devolvi à locadora, mas é dita de quem é a frase na película dirigida por Brad Anderson.

Gostei da atmosfera do filme que é para ser sobre assassinatos entretanto versa sobre as escolhas que fazemos na vida. E o gelo da Sibéria é arretado para criar o clima de suspense.

O personagem encarnado pelo ator Ben Kigsley  diz que para saber sobre a história americana, basta ler. E para saber a história da Rússia, é preciso ter uma pá - ao se referir aos mortos que estão sob a neve siberana.
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domingo, 16 de maio de 2010

Bet Moreira todos os domingos me presenteia com a poesia. Pra não ficar só na minha cxa postal, republico aqui:

Anna Akhmatova (1889 - 1966)*

Vinte e um. Noite. Segunda-feira.

A silhueta da cidade na neblina.

Algum desocupado inventou

essa história de que há amor no mundo.

E por preguiça ou por tédio,

todos acreditaram nele e assim viveram:

esperando encontros, temendo ruturas

e cantando canções de amor.

Mas a outros será revelado o segredo

e sobre estes recairá o silêncio…

Eu tropecei nele casualmente e, desde então,

sinto-me como se estivesse doente.

(*)Qual a importância da poesia de Anna Akhmatova?

Lauro Machado Coelho – A sua profunda humanidade. A capacidade que ela tem de falar de seus próprios sentimentos de uma forma tão universalizante que qualquer indivíduo pode identificar-se com ela. Akhmatova é a primeira poeta russa que não tenta rivalizar com os homens dentro de seu terreno. A sua é uma típica poesia de mulher. Mas escrita de tal maneira, que um homem pode perfeitamente compreender e sentir a intensidade do que ela está dizendo. E mais: é uma poesia de simplicidade clássica, despojada, de enorme sobriedade. Capaz de concentrar toda uma vida numa estrofe de quatro versos, como dizia um dos estudiosos de sua obra.
LMC foi o tradutor para o português.
memória.
grilhões.
chaves.
esperança.

sábado, 15 de maio de 2010


Tem coisa que é pra ser guardada.
Tem coisa que é pra ser jogada fora.
Ando guardando o que precisa ser jogado fora.
Jogando fora o que era pra ser guardado.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Quanto maiores as expectativas, maiores as chances de erro?


E o inferno não são os outros. O inferno reside na consciência, um visgo viscoso.

A certeza de que não sei o que fazer. Ou a certeza de que sei o que fazer.

Não devo me desculpar pelo incômodo: fechada para reforma.

Não existe reforma fácil. É preciso quebrar paredes, trocar o piso, renovar a pintura; epa, a parte elétrica também está danificada. O telhado está cheio de buracos , a chuva virá e com ela, milhares de goteiras.

Preciso correr para o deserto. Mas quem terá paciência de esperar pelo meu retorno que talvez não aconteça?

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Ela tinha o talento de salvar vidas.

De irmãs, irmãos, amigos, amigas, professores, professoras.
Só não conseguia salvar a vida dela mesma.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Concurso da Codevasf 2008 - da série perguntinhas bestinhas

o concurso da codevasf que fiz em novembro 2008 vai caducar?
tem gente trabalhando no lugar de quem passou em primeiro lugar.
era uma vaga só para jornalista em Petrolina.
acreditei, fiz inscrição, fiz prova, respondi a duas questões abertas; fui bem colocada (nono lugar).
vai ou não vai caducar?

sábado, 1 de maio de 2010



Bons e boas companheiras de jornada, é só o que peço.

Porque tenho muito mais a agradecer do que a pedir.